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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Crônicas de uma mulher abandonada.



A vida é mesmo assim, glórias, aplausos, risos, alegria, felicidade...
Mas também é noites em calabouços, derrotas, lágrimas, sofrimento e dor!
O destino ironicamente leva ou traz as coisas que nos faz sorrir ou até mesmo chorar.
Tudo muda o tempo todo  como  em uma montanha russa, hoje alcançamos as alturas e amanhã simplesmente desmoronamos em nossa própria derrota.
Uns tem pouco para viver, outros tem tanto quanto não se pode contar. Alguns amam e são amados, outros não amam e mesmo assim são amados, outros simplesmente desconhecem o que é o amor.
Quanto tempo é preciso para se descobrir que existe amor e porque a busca incessante pela felicidade destrói as possibilidades que restam de alcançarmos. E na maioria das vezes causam incessante dor?  E porque razão  erramos tanto  tentando acertar?
Ilusórias e vãs são as respostas para esses e tantos outros questionamentos. Quantos  passam a vida inteira e não conseguem encontrar respostas para suas divergências e conflitos internos. Todos querem a felicidade, mas recusam-se a lutar por seus ideais e vão como uma folha seca levada para onde o vento assim desejar... 
Como um navio em alto mar  levado por fortes correntezas e as únicas possibilidades que se veem  são apenas o naufrágio inevitável e o capitão prepara-se para afundar com sua embarcação, visto que aproxima-se da hora do fim. E se ao menos houvesse uma única chance de salvar-se preferir-se ia afundar para obter honradez.
E a vida? Qual o  sentido desse miraculosa existência?  Quanto vale uma vida?
Como a erva floresce pela manhã e murcha a tarde será  simples assim?  Vivemos como o destino quiser que vivamos,  amemos  apenas se formos amados e demonstremos aos outros uma felicidade que existe apenas em nossos sonhos. É esse o sentido de viver?
Quanta saudade do meu tempo de criança! Em noites claras meu avô e eu costumávamos olhar as estrelas brilhantes no céu.  Uma imensidão de sonhos era como se cada uma daquelas  estrelas, representasse um sonho meu.  Hoje percebo que esses sonhos  se perderam no tempo...   Ainda me fascina a beleza do céu  azul com estrelas titilantes, estrelas cadentes formando chamejantes linhas até perderem-se na imensidão  é espantosamente belo, tudo ainda está do mesmo jeito, apenas a criança sonhadora deu lugar á uma mulher rejeitada, amargurada, pedida em suas próprias desilusões mas que deseja ardentemente que uma dessas estrelas cadentes lhe conceda um único pedido...
Ser feliz. Que eu compreenda finalmente que  viver vai além de perder ou ganhar, a vida pode ser um sonho,  é esse o sentido!



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